Acompanhar o turno inteiro
Uma pessoa da equipe segue o serviço do começo ao fim, de preferência no dia mais cheio da semana. O papel que todo mundo jura não usar aparece na primeira hora.
O aplicativo mais caro de uma empresa é aquele que a equipe de campo se recusa a abrir e substitui por foto no grupo de mensagens.
A primeira encomenda foi um aplicativo de ordem de serviço para uma empresa de manutenção predial. Ele ficou pronto, bonito e foi ignorado: registrar um chamado dava doze toques, e o técnico continuava mandando foto no grupo de mensagens porque era mais rápido.
A segunda versão tinha quatro toques e a mesma equipe que recusou a primeira passou a cobrar novidades. Ficou claro que aplicativo interno não disputa com outro aplicativo: disputa com o caderno, com o papel carbono e com o grupo de mensagens, que são rápidos e já estão na mão de todo mundo.
Desde então nenhuma proposta sai daqui sem levantamento em campo. A equipe acompanha um turno, conta os toques, anota o que trava e só depois fala em prazo e valor. Quando o processo não precisa de aplicativo, dizemos isso também, e já aconteceu mais de uma vez.
O trabalho vai até o fim: desenho, código, instalação, treino da turma e manutenção mensal. Em Volta Redonda a maior parte dos clientes é indústria e serviço, mas o método não muda quando a encomenda é um aplicativo de cliente.

Ninguém orça o que não viu funcionando.
A meta de toques é parte do contrato, não um detalhe.
O campo não tem sinal, e o aplicativo precisa saber disso.
A turma aprende no celular dela, não em slide.
Arraste para ver os seis. Nenhum deles é sobre tecnologia: todos são sobre descobrir como o trabalho acontece de verdade, e não como o organograma diz que acontece.
Uma pessoa da equipe segue o serviço do começo ao fim, de preferência no dia mais cheio da semana. O papel que todo mundo jura não usar aparece na primeira hora.
Quem executa e quem cobra o relatório querem coisas diferentes da mesma tela. Escrever esse conflito antes evita decidi-lo no meio do código.
Registrar uma ordem em doze toques com luva na mão é o mesmo que não registrar. A meta de toques entra no contrato.
Subsolo, galpão de metal e estrada sem cobertura: o aplicativo grava no aparelho, mostra o que está pendente e envia sozinho quando puder.
Loja pública, distribuição interna ou aparelho travado em um só aplicativo. A escolha muda prazo e custo, e é decidida cedo.
Duas horas com a turma da operação, no aparelho dela. O que ninguém entendeu na hora vira ajuste antes da entrega final.
Colhidos ao término dos contratos e publicados com autorização.
O galpão não tem sinal. O aplicativo guarda e manda depois, e isso resolveu o problema que derrubou o fornecedor anterior.
O roteiro de vistoria não deixa pular item. Minha auditoria parou de ser uma tarde de conferência.
Contaram os toques com a luva na mão. Foi o detalhe que fez a equipe aceitar usar.
A aprovação de desconto sai do celular e fica registrada. Acabou o «eu autorizei por telefone».
Treinaram a turma no aparelho da turma, não em slide. Metade das dúvidas morreu ali.
O painel mostra o mesmo dado que o celular do campo. Antes eram duas planilhas que nunca batiam.
Conte qual é e em que ponto ele emperra. A primeira conversa é sobre a operação, e dela sai o desenho do processo como ele é hoje.
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